A forma como as cidades organizam o comércio diz muito sobre seus valores. Durante décadas, o modelo dominante foi o shopping fechado: grandes estruturas climatizadas, distantes da rua, que consomem energia em escala industrial e isolam o consumidor do ambiente urbano. Esse modelo, porém, está sendo questionado, tanto pela mudança no comportamento do consumidor quanto pelo avanço da pauta de sustentabilidade urbana nos projetos imobiliários. O strip mall, formato aberto e integrado ao espaço público, surge como uma resposta concreta a esse movimento. Mas ele pode, de fato, ser sustentável?
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A resposta é sim, e o Villa Nattu, em Toledo, é a prova mais próxima de que comércio de rua planejado, eficiência construtiva e responsabilidade ambiental podem coexistir em um único projeto. Neste conteúdo, você vai entender por que o formato aberto oferece vantagens reais para lojistas e consumidores, como a certificação LEED transforma um empreendimento comercial em ativo sustentável e de que forma o Villa Nattu representa um novo modelo para o desenvolvimento urbano de Toledo. Confira:
- O que é um strip mall e como ele funciona
- Diferenças entre strip mall e shopping tradicional
- Sustentabilidade urbana como vantagem competitiva
- A experiência do consumidor em espaços abertos
- Economia de recursos: o que a certificação LEED garante
- Villa Nattu: comércio de rua planejado para reinventar Toledo
O que é um strip mall e como ele funciona
O strip mall é um formato de centro comercial aberto, composto por lojas enfileiradas com acesso direto pela rua ou por uma área de circulação ao ar livre, normalmente acompanhado de estacionamento frontal. Diferente de um shopping fechado, não há corredor interno, praça de alimentação centralizada nem circulação climatizada. O que existe é fluxo natural: pessoas que entram, compram e saem com facilidade, sem precisar atravessar um labirinto de lojas para chegar ao seu destino.
O modelo nasceu nos Estados Unidos e ganhou força após a Segunda Guerra Mundial, na década de 1950. Durante anos, foi considerado inferior ao shopping tradicional em termos de apelo comercial; todavia, esse cenário mudou. Segundo dados da CBRE, nos últimos anos, proprietários preencheram 1,58 milhão de metros quadrados em centros comerciais abertos apenas no terceiro trimestre de um único ano recente — um aumento de 49% e o maior volume de absorção líquida em uma década. O strip mall não é mais um formato secundário. É o formato que o mercado passou a preferir.
Saiba mais: Tudo o que você precisa saber sobre Strip Malls
Diferenças entre strip mall e shopping tradicional
Estrutura física e custo operacional
A distinção mais evidente entre os dois formatos é a estrutura. Um shopping tradicional é uma edificação fechada, com climatização central, segurança interna, corredores compartilhados e sistemas de manutenção de grande escala. Tudo isso tem custo, e quem paga, direta ou indiretamente, é o lojista.
No strip mall, os lojistas se beneficiam de maior visibilidade em comparação com shoppings fechados, além de custos operacionais menores, já que não há áreas comuns que exijam manutenção. Sem dúvida, essa diferença impacta diretamente a rentabilidade do negócio instalado.
Acesso, fluxo e visibilidade
| Critério | Strip mall | Shopping tradicional |
| Acesso | Direto pela rua, sem barreiras. | Depende de entrada, estacionamento coberto, escadas. |
| Visibilidade da fachada | Alta — exposta ao fluxo da via. | Baixa — depende de posicionamento interno. |
| Fluxo | Orgânico, gerado pela localização. | Gerado por âncoras e campanha de marketing. |
| Custo operacional | Menor — sem climatização central. | Maior — condomínio e manutenção coletiva. |
| Omnicanalidade | Melhor — retirada na calçada, acesso rápido. | Mais complexa logisticamente. |
O comportamento do consumidor como fator decisivo
A mudança mais importante não é arquitetônica: é comportamental. Pessoas que antes iam direto ao escritório após levar os filhos à escola agora param para tomar um café ou resolver pendências no caminho de casa. Outras visitam com mais frequência lojas de logística para devolver compras feitas online. O strip mall, por estar integrado à rotina e próximo à residência, captura esse comportamento com mais eficiência do que o shopping tradicional.
Veja: Strip malls: entenda a diferença entre lojas âncoras e lojas satélites
Sustentabilidade urbana como vantagem competitiva
A sustentabilidade urbana deixou de ser pauta exclusiva de arquitetos e urbanistas para se tornar critério de decisão de compra, de escolha de ponto comercial e de investimento imobiliário. Consumidores avaliam o endereço de uma marca com mais cuidado do que antes e, portanto, o impacto ambiental do espaço que frequentam faz parte dessa avaliação.
Dados da Retail Industry Leaders Association (RILA) mostram que 93% dos consumidores globais esperam que as marcas que consomem apoiem causas sociais e ambientais; já cerca de 68 milhões de norte-americanos baseiam suas decisões de compra em valores pessoais, sociais e ambientais, afirmando estar dispostos a pagar até 20% a mais por produtos ambientalmente responsáveis.
Para o lojista, isso se traduz em algo concreto: estar em um espaço sustentável não é apenas uma questão de valores: é posicionamento de marca. Um ponto certificado comunica responsabilidade ambiental sem que a empresa precise fazer isso por conta própria. A sustentabilidade na construção civil transfere credibilidade para quem opera no espaço.
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Por que a escolha dos materiais define o projeto
A sustentabilidade urbana em um strip mall começa antes da obra. A escolha de materiais, a gestão de resíduos durante a construção, o consumo de água e energia nos sistemas prediais; todas essas decisões têm impacto mensurável sobre o custo operacional do empreendimento e sobre sua pegada ambiental ao longo do tempo. Projetos que incorporam esses princípios desde a concepção tendem a resultar em edificações mais eficientes, mais duráveis e mais alinhadas com as exigências crescentes do mercado.
A experiência do consumidor em espaços abertos
A experiência do consumidor em um strip mall é, por natureza, diferente daquela proporcionada pelo shopping fechado. E essa diferença, cada vez mais, joga a favor do formato aberto.
Em um espaço a céu aberto, há luz natural, ventilação, integração com o entorno urbano e uma sensação de espontaneidade que o ambiente fechado e climatizado não consegue reproduzir. A permanência é mais confortável, o deslocamento entre lojas é mais fluido e a experiência de compra se aproxima do que o consumo urbano tem de melhor: a convivência com a cidade.
Uma pesquisa da RetailStat indica que as visitas anuais a strip malls cresceram 18% em 2022 em comparação ao período pré-pandemia; já a taxa de disponibilidade de espaços caiu para 5,3% em 2023, nível mais restrito já registrado. O consumidor, em outras palavras, foi ao strip mall e não parou de ir.
O que torna a experiência do consumidor superior
- Acesso sem atrito: entrada e saída diretas, sem dependência de estacionamento coberto ou rotas internas.
- Variedade complementar: mix de gastronomia, conveniência e serviços que atende a diferentes necessidades em uma única visita.
- Integração urbana: o espaço não existe à parte da cidade — ele faz parte dela.
- Identificação local: o strip mall bem executado se torna ponto de referência do bairro, não apenas destino de compras.
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Economia de recursos: o que a certificação LEED garante
A certificação LEED — Leadership in Energy and Environmental Design é o sistema de avaliação de construção sustentável mais reconhecido do mundo, desenvolvido pelo U.S. Green Building Council (USGBC). Ela avalia um projeto em seis dimensões: uso sustentável do terreno, eficiência hídrica, energia e atmosfera, materiais e recursos, qualidade ambiental interna e inovação no projeto.
Para um empreendimento comercial, a certificação LEED não é apenas um marco ambiental, mas sim um diferencial econômico e estratégico com impacto direto sobre lojistas e investidores.
O que a certificação LEED significa na prática
Segundo o próprio USGBC, as economias no ciclo de vida de um espaço LEED equivalem em média a 20% do custo total de construção (um retorno dez vezes superior ao investimento adicional realizado para obter a certificação). Além disso, espaços LEED certificados operam com custos menores e frequentemente atraem e retêm mais clientes do que espaços comparáveis sem certificação.
Para o lojista instalado em um strip mall com certificação LEED, a economia de recursos é estrutural: menos gasto com energia, menor consumo de água, materiais de maior durabilidade e ambientes com melhor qualidade do ar. Então, tudo isso reduz o custo de operação ao longo do tempo e melhora a experiência de quem trabalha e consome no espaço.
Para o investidor, a certificação agrega valor ao ativo. Isso porque empreendimentos com responsabilidade socioambiental comprovada por terceiros tendem a ter maior liquidez, maior resistência à desvalorização e melhor posicionamento diante de um mercado que incorpora critérios ESG nas decisões de alocação de capital.
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Villa Nattu: comércio de rua planejado para reinventar Toledo
O Villa Nattu é o primeiro strip mall sustentável de Toledo. Sua concepção parte de uma premissa mais ampla do que simplesmente criar um novo espaço comercial: com quase 5.000 m² de área construída, o empreendimento reúne 31 lojas modulares distribuídas entre os setores de gastronomia, conveniência e serviços, além de estacionamento para mais de 130 veículos.
Dessa forma, a estrutura atende tanto a quem busca uma refeição rápida quanto a quem precisa resolver demandas do cotidiano, tudo em um único percurso, sem deslocamentos desnecessários.
Mas o projeto foi pensado além do consumo. A ideia do Villa Nattu partiu do princípio de oferecer algo novo para Toledo, não apenas um espaço comercial aberto, mas gentilezas urbanas para os moradores do entorno (qualidade de passeio, integração com o ambiente da cidade e um projeto que considera seu impacto sobre quem não vai necessariamente consumir ali, mas vive nas proximidades).
A busca pela certificação LEED
De fato, a escolha dos materiais, a preocupação com o impacto socioambiental gerado pela obra e a decisão de submeter o projeto a um processo rigoroso de verificação independente representam uma postura que vai além do produto imobiliário.
O Villa Nattu não é apenas um strip mall bem localizado. Sem dúvida, é um marco de comércio de rua planejado com responsabilidade urbana; o primeiro da cidade a ser certificado nesse padrão.
Portanto, para lojistas, é a oportunidade de instalar um negócio em um espaço que já nasce com diferencial competitivo, fluxo pensado e posicionamento sustentável. Já para investidores, é um ativo em um mercado em crescimento, em um formato que o setor imobiliário global reconhece como o de melhor desempenho atual no varejo!
F.A.Q. – Perguntas frequentes sobre strip mall sustentável
| O que é um strip mall? Um centro comercial aberto, com lojas de acesso direto pela rua e estacionamento frontal. Sem corredores internos nem climatização central. |
| Qual é a diferença entre strip mall e shopping tradicional? O shopping é fechado, climatizado e depende de lojas âncora para gerar fluxo. O strip mall é aberto, integrado à rua e gera fluxo pela localização; o custo operacional para o lojista é menor e a visibilidade da fachada, maior. |
| O que é certificação LEED e por que ela importa em um strip mall? LEED é o principal sistema internacional de certificação de construção sustentável. Em um strip mall, garante eficiência energética, uso responsável de materiais e gestão hídrica, portanto, reduz custos operacionais para o lojista e agrega valor ao ativo para o investidor. |
| O Villa Nattu já tem certificação LEED confirmada? O empreendimento foi projetado desde a concepção para obter a certificação LEED, o que inclui escolha criteriosa de materiais e controle do impacto socioambiental da obra. Assim, é o primeiro strip mall a buscar essa certificação em Toledo. |
| Por que investir em um strip mall em Toledo? Toledo tem crescimento econômico consistente e demanda crescente por comércio de qualidade. Dessa forma, um strip mall bem localizado, com certificação sustentável e mix diversificado, reúne os fatores que definem boa performance no varejo atual: fluxo orgânico, visibilidade e economia de recursos. |
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